O esmalte do dente começa a se dissolver em PH de 5,5 aproximadamente. E a erosão ácida é o dano causado aos dentes pelos ácidos provenientes dos alimentos ingeridos, e que enfraqueceram a superfície do esmalte. É uma doença intimamente associada à dieta moderna, e transformou-se numa das ameaças mais importantes à saúde dentária desde as cáries.
Não é somente o que é consumido que influencia a erosão ácida, mas principalmente como estes itens ácidos são introduzidos e retidos na boca aumentam ou não o risco da doença se estabelecer.
Sintomas do problema:
Sensibilidade : A medida que a dentina se torna exposta, ocasionalmente pode-se sentir uma pontada ao consumir bebidas geladas, quentes ou doces.
Descoloração : Os dentes podem ter aparência amarelada devido exposição da dentina. (diretamente ou por camada fina do esmalte).
Dentes arredondados : Aparência arredondada e áspera na superfície e borda dos dentes.
Translucência : Pode haver aumento da translucência (transparência) nos dentes anteriores.
Lesões em forma de taças : nas superfícies de mastigação dos dentes.
Os efeitos prolongados da erosão ácida podem exigir tratamento reparador dos danos causados para reestabelecer forma, função e estética dos dentes. Em casos extremos, o dano causado pode levar até mesmo á confecção de próteses unitárias no dente afetado.
Minimizando o risco:
Evite escovar os dentes imediatamente após o consumo de alimentos ou bebidas ácidas, porque é nesta fase que o esmalte encontra-se mais vulnerável. O ideal é escovar os dentes pelo menos uma hora após uma hora a ingestão destes alimentos. Antigamente indicava-se a escovação nos primeiros 5 minutos após as refeições.
Beba refrigerantes e bebidas gasosas rapidamente e considere o uso de um canudo no fundo da boca.
Escove os dentes suavemente, de forma completa e com uma escova macia.
Escolha um creme dental com baixa abrasividade e boa disponibilidade de flúor.
Procedimentos preventivos simples minimizam o risco: vá ao dentista regularmente e converse com ele sobre quaisquer dúvidas que tenha. Minimizar a erosão ácida é conscientizar-se sobre os alimentos ácidos e seguir simples passos preventivos para ajudar a minimizar o risco. A educação é nossa melhor defesa!
Abfração:
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Atualmente, denomina-se de Abfração a perda de estrutura dental (calcificada) por repetida pressão (Trauma Oclusal) sobre os dentes, causada por estresse oclusal.
As forças oclusais aplicadas, excentricamente aos dentes têm sido indicadas como origem e causa. Pois resultam numa tendência de inclinação dental e produzem o rompimento das ligações químicas dos cristais da estrutura calcificada do Esmalte Dental na região cervical. O resultado micro e macroscópico é a perda de estruturas dentais. Portanto, a Abfração está associada ao contato dos dentes superiores e inferiores e a resultante destas forças de mastigação lateralmente nos elementos dentários.
O Cirurgião-Dentista poderá observar e constatar, clinicamente, a aparência de cunhas limitadas à superfície vestibular na região cervical dos dentes, com maior prevalência em pacientes com Bruxismo. Podem atingir um único elemento dental, e não incidir nos dentes adjacentes. Pelas observações clínicas têm sido relatadas as maiores freqüências da Abfração nos dentes inferiores.
O Tratamento da Abfração Dental inicia-se com inspeção clínica, avaliação de contatos prematuros e ajuste oclusal. É fundamental, primeiramente, detectar, corrigir e eliminar as forças estressantes que atingem o dente. Em continuidade são indicados os procedimentos restauradores, atualmente feitos com materiais restauradores com qualidade que flexione com o dente; e o ionômero de vidro devido a sua resiliência é o material mais indicado.
Na atividade odontológica também se observa, clinicamente, lesão no pé dos dentes (cervical) não cariosa. Localizada na parte externa (face vestibular) de dentes pré-molares, molares (superiores e inferiores) ou incisivos inferiores, e que, seria resultante de atividade de procedimento abrasivo promovido pela escova dental ou degradação química ácida destituída de ação bacteriana (Erosão Ácida). Entretanto este conceito tem sido reformulado e muitas correntes acadêmicas têm inserido-as na etiopatogenia da Abfração, acreditando que a erosão ácida só é possibilitada (ou facilitada) pela existência da Abfração.